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| | | | | | | Intitulada Mamõyguara opá mamõ pupé, 31ª edição da exposição tem curadoria de Adriano Pedrosa e abertura no dia 3 de outubro (sábado),a partir das 18h | | | | | | Os artistas são estrangeiros, mas a cultura brasileira é o eixo condutor dos trabalhos. Adriano Pedrosa optou por exibir artistas defora do país cujas obras são influenciadas pela cultura e arte brasileiras em lugar de fazer um novo recorte da produção de artistas nacionais.
Na última década, o Brasil passou a ocupar internacionalmente um lugar de referência em diversas áreas de criação, seja arte, seja arquitetura, realizadas principalmente apartir dos anos 50, como o modernismo de Oscar Niemeyer e oneoconcretismo de Lygia Clark, Lygia Pape e Helio Oiticica.
A ideia é colocar em xeque o conceito territorialista da arte, que a classifica de acordo com o país ou a região onde se dá. Num mundo globalizado, onde as fronteiras físicas vem se tornando cada vez menos determinantes para a formação cultural dos povos à medida que os meios de informação se multiplicam e ganham facilidade de acesso,manifestações artísticas emblemáticas dos mais diferentes lugares consolidam-se como inspiração para novos criadores, independentemente da região de origem.
Segundo o curador, o calendário expositivo no Brasil já é majoritariamente voltado aos artistas daqui, ou seja, há mais necessidade de mostras internacionais do que locais; e por ser o Panorama uma exposição bienal, seria difícil propor um novo olhar significativo sobre a produção nacional, dado o curto intervalo de tempo para mudanças substanciais no cenário artístico do país.
O nome desta edição, Mamõyguara opá mamõ pupé, reverbera sua proposta.Trata-se da tradução para o tupi antigo da expressão ?Foreigners everywhere?, da dupla francesa Claire Fontaine (formada pela italiana Fulvia Carnevale e pelo irlandês James Thornhill, ambos vivendo em Paris). A versão em português, ?Estrangeiros em todo lugar?, também será exposta no Panorama. A tradução para o tupi, feita pelo Professor Eduardo Navarro, especialista em Tupi da USP, mantém o duplo sentido de que há estrangeiros por todos os lados e de que não importa onde vão, os artistas são estrangeiros.
Há duas categorias entre os artistas selecionados. A primeira e mais numerosa é de artistas que já possuem uma trajetória reconhecidamente influenciada por aspectos da cultura brasileira. Neste caso, houve a preocupação curatorial de explorar trajetórias em que se reconhecesse claramente a influência do Brasil,e não aquelas que utilizam pontualmente um ou outro aspecto mais evidente, como um visitante estrangeiro que absorve apenas a superfície cultural.
Já a iniciativa das residências do Panorama têm por objetivo possibilitar a jovens artistas com interesse pela cultura e a arte brasileiras uma imersão de até oito semanas em São Paulo para apreender esses aspectos de forma mais orgânica, o que pode servir de influência em sua trajetória futura.
Concluindo, nas palavras do curador, ?se com a antropofagia, a partir do modernismo, era o intelectual brasileiro que se apropriava da cultura europeia para digeri-la e produzir algo próprio, agora é a nossa cultura que está sendo canibalizada pelo estrangeiro?.
SERVIÇO:
Exposição Panorama da arte brasileira 2009 ? Mamõyguara opá mamõ pupé? Grande Sala e Sala Paulo Figueiredo
Curadoria: Adriano Pedrosa
Abertura: 3 de outubro de 2009 (sábado), a partir das 18hV
isitação: 4 de outubro a 20 de dezembro de 2009
Endereço: Parque do Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portão 3) tel (11) 5085-1300
Horários: Terça a domingo e feriados, das 10h às 17h30 (com permanência até as 18h)
Ingresso: R$ 5,50
Sócios do MAM, crianças até 10 anos e adultos com mais de 65 anos não pagam entrada. Aos domingos, a entrada é franca para todo o público, durante todo o dia.
Site: www.mam.org.br
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